Atualizado em: 15 de julho de 2026
Quem começa a investir em renda fixa logo encontra frases como:
- CDB 100% do CDI
- LCI 95% do CDI
- Conta digital rende 110% do CDI
- CDB com liquidez diária a 120% do CDI
Essas expressões aparecem o tempo todo, mas nem sempre fica claro o que elas significam na prática. Afinal, o que é CDI? Quem define essa taxa? E como saber quanto rende um investimento atrelado a ela?
De forma simples, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é uma referência usada pelo mercado financeiro para calcular a rentabilidade de muitos investimentos de renda fixa. Ele influencia CDBs, LCIs, LCAs, Fundos DI, contas remuneradas e outros produtos pós-fixados.
A Taxa DI, ligada ao CDI, é calculada diariamente pela B3 com base em operações de empréstimos de um dia realizadas entre instituições financeiras. Segundo a metodologia da B3, essas operações são registradas e liquidadas no sistema da própria B3, seguindo critérios determinados pelo Banco Central. A taxa é expressa ao ano, com base em 252 dias úteis.
| Termo | Significado |
|---|---|
| CDI | Certificado de Depósito Interfinanceiro |
| Taxa DI | Juros médios das operações entre instituições financeiras |
| 100% do CDI | Rentabilidade igual à Taxa DI do período |
| 120% do CDI | Rentabilidade 20% superior à Taxa DI do período |
Em resumo: CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interfinanceiro, um título utilizado exclusivamente entre bancos. A Taxa DI, calculada diariamente com base nessas operações, tornou-se o principal índice de referência dos investimentos de renda fixa brasileiros.
Antes de entender como calcular o CDI, é importante conhecer sua origem.
O que é CDI?
CDI é o Certificado de Depósito Interfinanceiro, um título usado em empréstimos de curtíssimo prazo entre instituições financeiras. Ele surgiu para ajudar os bancos a equilibrar seus caixas diariamente e não é negociado diretamente por pessoas físicas.
Imagine o seguinte exemplo:
O Banco A termina o dia com sobra de dinheiro em caixa.
O Banco B termina o dia com falta de recursos para fechar suas obrigações.
Então, o Banco A empresta dinheiro ao Banco B por apenas um dia útil.
Essa operação interbancária usa um CDI.
Esses empréstimos ajudam os bancos a cumprir exigências de liquidez e funcionamento do sistema financeiro. Para o investidor, o mais importante é entender que o CDI em si não é um investimento disponível para pessoas físicas.
Curiosidade importante: o investidor pessoa física nunca compra um CDI. Ele investe em produtos que usam a Taxa DI como referência de rentabilidade, como CDBs, LCIs, LCAs e Fundos DI.
Como funciona o CDI?

O CDI funciona dentro do mercado interbancário. Isso significa que ele aparece em operações feitas entre bancos e outras instituições financeiras, geralmente com prazo de apenas um dia útil.
Empréstimos entre bancos
Todos os dias, bancos precisam fechar seus caixas conforme regras do sistema financeiro. Alguns terminam o dia com sobra de dinheiro. Outros precisam captar recursos temporariamente.
Quando isso acontece, instituições financeiras realizam empréstimos de curtíssimo prazo entre si. Essas operações são chamadas de depósitos interfinanceiros ou depósitos interbancários.
Elas não são feitas para o investidor comum, mas impactam diretamente os investimentos porque servem de base para a Taxa DI.
Como nasce a Taxa DI
A B3 registra as operações elegíveis de Depósito Interfinanceiro de um dia útil, calcula a taxa com base nas operações realizadas e divulga a Taxa DI. A metodologia considera operações prefixadas de um dia útil, entre instituições de conglomerados diferentes, e trabalha com critérios mínimos de quantidade de operações e volume financeiro.
Na prática, o fluxo é este:
Banco com sobra
↓
Banco com necessidade
↓
Empréstimo DI
↓
B3 registra
↓
Taxa DI é calculada
↓
Mercado usa como benchmark
É por isso que o CDI se tornou um dos principais benchmarks da renda fixa brasileira.
CDI e Taxa DI são a mesma coisa?
Embora sejam usados como sinônimos no dia a dia, CDI e Taxa DI não são exatamente a mesma coisa.
| CDI | Taxa DI |
|---|---|
| É um título financeiro | É uma taxa de juros |
| Usado entre instituições financeiras | Divulgada diariamente |
| Representa a operação | Representa o índice |
| Não é comprado por pessoa física | Serve de referência para investimentos |
Resposta direta: embora sejam usados como sinônimos, o CDI é o título negociado entre bancos, enquanto a Taxa DI é a média dos juros cobrados nessas operações.
Essa diferença é importante porque, quando um banco anuncia um CDB que rende 100% do CDI, ele está dizendo que o investimento acompanha a Taxa DI, e não que o investidor está comprando um CDI.
Qual é a diferença entre CDI e Selic?

CDI e Selic são taxas muito próximas, mas têm funções diferentes.
| CDI | Selic |
|---|---|
| Ligado ao mercado interbancário privado | Ligada à política monetária |
| Calculado pela B3 | Meta definida pelo COPOM |
| Referência da renda fixa privada | Taxa básica da economia |
| Usado em CDB, LCI, LCA e Fundo DI | Usada como base para títulos públicos e juros da economia |
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. A meta da Selic é definida pelo COPOM, o Comitê de Política Monetária do Banco Central. Já a Taxa DI nasce de operações entre instituições financeiras registradas na B3.
Historicamente, a Taxa DI acompanha a Selic muito de perto. Isso acontece porque ambas refletem o custo do dinheiro em operações de curtíssimo prazo. A própria B3 explica que, em determinadas situações metodológicas, a Taxa DI pode usar a Selic Over como referência de fallback.
Em um gráfico comparando CDI e Selic nos últimos anos, normalmente as duas linhas ficariam quase sobrepostas, com pequenas diferenças ao longo do tempo.
O que significa render 100% do CDI?
Render 100% do CDI significa que o investimento acompanha integralmente a Taxa DI no período. Se um CDB oferece 100% do CDI, ele tende a entregar uma rentabilidade bruta equivalente à variação do CDI naquele prazo.
Exemplos:
| Produto | Rentabilidade |
|---|---|
| CDB A | 100% do CDI |
| CDB B | 110% do CDI |
| CDB C | 120% do CDI |
Se a Taxa DI anual estiver em 14,15% ao ano, um investimento a 100% do CDI renderia aproximadamente 14,15% ao ano em termos brutos. Um produto a 110% do CDI renderia cerca de 15,57% ao ano, antes de impostos. Um produto a 120% do CDI renderia cerca de 16,98% ao ano, antes de impostos.
Na consulta feita para este artigo, a página de indicadores financeiros da B3 exibia a Taxa CDI-CETIP em 14,15% ao ano, atualizada em 10/07/2026. Esse número muda ao longo do tempo, por isso qualquer cálculo deve ser tratado como simulação.
Quanto maior o percentual do CDI, maior tende a ser o rendimento bruto. Mas isso não significa que o melhor investimento será sempre o de maior percentual, porque também é preciso considerar imposto de renda, prazo, liquidez, risco, FGC e objetivo financeiro.
Como calcular o rendimento do CDI
Para calcular o rendimento de um investimento atrelado ao CDI, siga este passo a passo:
- Descubra a Taxa CDI atual.
- Veja o percentual oferecido pelo investimento.
- Multiplique a taxa pelo percentual contratado.
- Considere o prazo da aplicação.
- Desconte impostos quando aplicável.
A fórmula simplificada é:
Rentabilidade bruta aproximada = Taxa CDI x percentual do CDI
Exemplo usando CDI de 14,15% ao ano:
| Percentual do CDI | Rentabilidade bruta anual aproximada |
|---|---|
| 100% do CDI | 14,15% ao ano |
| 110% do CDI | 15,57% ao ano |
| 120% do CDI | 16,98% ao ano |
| 150% do CDI | 21,22% ao ano |
Exemplo 1: 100% do CDI
Se um CDB rende 100% do CDI e a Taxa DI está em 14,15% ao ano, a rentabilidade bruta anual aproximada será de 14,15%.
Em uma aplicação de R$ 1.000 por um ano, o rendimento bruto seria de cerca de R$ 141,50, antes de imposto de renda.
Exemplo 2: 110% do CDI
Se o produto rende 110% do CDI:
14,15% x 110% = 15,57% ao ano
Em R$ 1.000, o rendimento bruto aproximado em um ano seria de R$ 155,65, antes de impostos.
Exemplo 3: 120% do CDI
Se o produto rende 120% do CDI:
14,15% x 120% = 16,98% ao ano
Em R$ 1.000, o rendimento bruto aproximado em um ano seria de R$ 169,80.
Exemplo 4: 150% do CDI
Se o produto rende 150% do CDI:
14,15% x 150% = 21,22% ao ano
Em R$ 1.000, o rendimento bruto aproximado em um ano seria de R$ 212,25.
Atenção: rendimento bruto não é a mesma coisa que rendimento líquido. Em CDBs e Fundos DI, normalmente há incidência de imposto de renda sobre os rendimentos. Já LCI e LCA costumam ser isentas de IR para pessoas físicas, o que pode tornar um percentual menor do CDI competitivo em relação a um CDB tributado.
Quais investimentos utilizam o CDI?
Muitos investimentos de renda fixa usam o CDI como referência, especialmente produtos pós-fixados.
| Investimento | Usa CDI? |
|---|---|
| CDB | Sim |
| LCI | Sim |
| LCA | Sim |
| Fundo DI | Sim |
| Conta remunerada | Sim |
| Debênture pós-fixada | Sim |
| Tesouro Selic | Não diretamente |
CDB
O CDB, Certificado de Depósito Bancário, é um título emitido por bancos para captar recursos. Muitos CDBs pós-fixados pagam um percentual do CDI, como 100%, 110% ou 120% do CDI.
LCI
A LCI, Letra de Crédito Imobiliário, é emitida por instituições financeiras e ligada ao setor imobiliário. Pode ter rentabilidade atrelada ao CDI e, para pessoas físicas, costuma ser isenta de imposto de renda.
LCA
A LCA, Letra de Crédito do Agronegócio, funciona de forma parecida com a LCI, mas é vinculada ao agronegócio. Também pode pagar um percentual do CDI e costuma ter isenção de IR para pessoas físicas.
Fundo DI
O Fundo DI busca acompanhar a variação da Taxa DI ou da Selic por meio de uma carteira conservadora, geralmente composta por títulos públicos e ativos de baixo risco. É muito usado para liquidez e gestão de caixa.
Conta remunerada
Algumas contas digitais oferecem rendimento automático atrelado ao CDI, como 100% ou 110% do CDI. É importante verificar liquidez, tributação, cobertura do FGC e regras específicas da instituição.
Debênture pós-fixada
Algumas debêntures podem ter remuneração atrelada ao CDI. Diferentemente de CDB, LCI e LCA, debêntures não contam com cobertura do FGC, então exigem análise de risco de crédito da empresa emissora.
CDI influencia quais investimentos?
O CDI influencia uma parte relevante da renda fixa brasileira. Ele aparece direta ou indiretamente em produtos usados para reserva de emergência, planejamento de curto prazo, diversificação de carteira e comparação de rentabilidade.
Um mapa mental simples ficaria assim:
CDI
↓
Renda fixa pós-fixada
↓
CDB, LCI, LCA, Fundos DI, Debêntures, contas digitais, previdência conservadora
↓
Rentabilidade, liquidez, risco, impostos e comparação com benchmark
Em CDBs, LCIs e LCAs, o CDI costuma aparecer como percentual contratado. Em Fundos DI, ele funciona como índice de referência. Em contas digitais, aparece como promessa de rendimento automático. Em previdência privada com perfil conservador, pode influenciar a carteira quando há concentração em ativos pós-fixados.
Vantagens e desvantagens de investir em aplicações atreladas ao CDI
Investimentos atrelados ao CDI podem ser úteis, principalmente para quem busca renda fixa, previsibilidade e menor volatilidade. Mas eles também têm limitações.
| Vantagens | Desvantagens |
|---|---|
| Boa previsibilidade | Depende do nível da taxa de juros |
| Fácil comparação entre produtos | Pode ter imposto de renda |
| Pode ter liquidez diária | Rendimento varia com a Taxa DI |
| Opções com cobertura do FGC | Nem todo produto tem a mesma segurança |
| Útil para reserva de emergência | Pode perder atratividade se a Selic cair |
| Boa alternativa à poupança | Inflação pode reduzir ganho real |
O ponto central é comparar o rendimento líquido, não apenas o percentual do CDI. Um CDB a 120% do CDI pode parecer melhor que uma LCI a 95% do CDI, mas a tributação e o prazo podem mudar o resultado final.
Quanto rende R$ 1.000 aplicados a 100% do CDI?

A simulação abaixo usa CDI de 14,15% ao ano, com capitalização aproximada por dias úteis e imposto de renda regressivo sobre o rendimento. Os valores são apenas estimativas, pois a Taxa DI muda diariamente.
| Prazo | Rendimento bruto | IR estimado | Valor líquido final |
|---|---|---|---|
| 6 meses | R$ 68,41 | R$ 15,39 | R$ 1.053,02 |
| 1 ano | R$ 141,50 | R$ 28,30 | R$ 1.113,20 |
| 2 anos | R$ 303,02 | R$ 53,03 | R$ 1.249,99 |
| 5 anos | R$ 938,12 | R$ 140,72 | R$ 1.797,40 |
A tabela considera uma aplicação tributada, como um CDB. Para produtos isentos, como LCI e LCA para pessoa física, o rendimento líquido pode ser diferente.
Para cálculos mais precisos, o ideal é usar simuladores oficiais, como a Calculadora do Cidadão do Banco Central, que permite corrigir valores pelo CDI e testar percentuais do CDI.
Vale mais a pena investir em CDI ou Tesouro Selic?
A comparação entre investimentos atrelados ao CDI e Tesouro Selic depende do objetivo do investidor. Ambos podem fazer sentido em uma carteira conservadora, mas têm diferenças importantes.
| Critério | Investimentos atrelados ao CDI | Tesouro Selic |
|---|---|---|
| Rentabilidade | Percentual do CDI | Selic + possível ágio ou deságio |
| Liquidez | Depende do produto | Liquidez diária via Tesouro Direto |
| Segurança | Depende do emissor | Título público federal |
| Garantia | CDB, LCI e LCA podem ter FGC | Garantia do Tesouro Nacional |
| Tributação | IR em CDB e fundos; LCI/LCA isentas para PF | IR regressivo |
| Melhor uso | CDB, LCI, LCA e contas com boa taxa | Reserva conservadora e liquidez |
O Tesouro Selic costuma ser uma opção muito usada para reserva de emergência, especialmente por ser um título público e ter liquidez diária. Já produtos atrelados ao CDI podem ser interessantes quando oferecem boa rentabilidade líquida, liquidez adequada e risco compatível.
Em geral, não basta escolher entre “CDI ou Tesouro Selic”. A decisão deve considerar prazo, imposto de renda, liquidez, taxas, cobertura do FGC e objetivo da aplicação.
Principais erros ao investir considerando apenas o CDI
O CDI é uma referência importante, mas olhar somente para o percentual pode levar a decisões ruins.
Erros comuns:
- Escolher apenas pelo maior percentual do CDI.
- Ignorar o imposto de renda.
- Não observar a liquidez.
- Esquecer a inflação.
- Desconsiderar a cobertura do FGC.
- Comparar CDB tributado com LCI ou LCA isenta sem calcular o rendimento líquido.
- Aplicar em prazo longo sem alinhar com os objetivos financeiros.
- Não avaliar o risco de crédito do emissor.
- Achar que todo investimento a 100% do CDI é igual.
- Confundir CDI com Selic ou poupança.
Um investimento a 130% do CDI pode ser inadequado se tiver prazo longo demais, baixa liquidez ou risco elevado. Da mesma forma, um produto a 95% do CDI pode ser interessante se for isento de IR, seguro e adequado ao prazo do investidor.
Perguntas frequentes sobre CDI
CDI muda todos os dias?
Sim. A Taxa DI é calculada e divulgada diariamente pela B3, com base nas operações interfinanceiras elegíveis realizadas entre instituições financeiras. Como essas operações refletem as condições do mercado e a taxa de juros de curto prazo, o CDI pode mudar todos os dias úteis.
Quem define o CDI?
O CDI não é definido por uma única pessoa ou instituição como uma taxa fixa. A Taxa DI é apurada pela B3 a partir das operações de Depósito Interfinanceiro registradas no mercado. O Banco Central influencia indiretamente esse movimento por meio da Selic e da política monetária.
O CDI acompanha a Selic?
Sim, normalmente a Taxa DI acompanha a Selic de perto. Isso acontece porque as duas taxas refletem o custo do dinheiro em operações de curtíssimo prazo. A Selic é a taxa básica da economia, enquanto o CDI nasce das operações entre instituições financeiras.
Existe investimento com mais de 100% do CDI?
Sim. É comum encontrar CDBs, LCIs, LCAs e outros produtos oferecendo 105%, 110%, 120% ou mais do CDI. Mas o investidor deve comparar o rendimento líquido, o prazo, a liquidez, o risco do emissor e a existência ou não de cobertura do FGC.
Quanto rende 120% do CDI?
Depende da Taxa DI vigente e do prazo da aplicação. Se o CDI estiver em 14,15% ao ano, 120% do CDI equivaleria a cerca de 16,98% ao ano em rendimento bruto. O rendimento líquido pode ser menor caso haja imposto de renda.
CDI é seguro?
O CDI em si é uma referência do mercado interbancário, não um investimento comprado por pessoa física. A segurança depende do produto atrelado ao CDI. CDBs, LCIs e LCAs podem ter cobertura do FGC dentro dos limites vigentes, enquanto debêntures não contam com essa proteção.
Todo CDB rende 100% do CDI?
Não. Existem CDBs que rendem menos de 100% do CDI, exatamente 100% ou mais de 100%. Também há CDBs prefixados e indexados à inflação. Antes de investir, é importante verificar rentabilidade, prazo, liquidez, tributação e risco do banco emissor.
Tesouro Selic usa CDI?
Não diretamente. O Tesouro Selic é um título público ligado à taxa Selic, não ao CDI. Mesmo assim, CDI e Selic costumam caminhar muito próximos, por isso ambos aparecem como referências importantes para investimentos conservadores e aplicações pós-fixadas.
O que é melhor: 100% do CDI ou poupança?
Na maioria dos cenários de juros mais altos, 100% do CDI tende a render mais que a poupança, principalmente no rendimento bruto. Porém, é preciso considerar imposto de renda, liquidez, prazo e segurança. A comparação correta deve olhar o rendimento líquido no período desejado.
Conclusão
O CDI é uma das principais referências da renda fixa no Brasil. Ele nasceu das operações de curtíssimo prazo entre instituições financeiras, mas acabou se tornando um benchmark usado para medir a rentabilidade de CDBs, LCIs, LCAs, Fundos DI, contas remuneradas e outros investimentos pós-fixados.
A diferença essencial é que o CDI é o título usado entre bancos, enquanto a Taxa DI é a taxa média calculada a partir dessas operações. Essa taxa é divulgada pela B3 e costuma acompanhar a Selic de perto, embora tenha origem e finalidade diferentes.
Para calcular o rendimento de um investimento atrelado ao CDI, o investidor deve observar a Taxa DI atual, o percentual contratado, o prazo da aplicação e os impostos aplicáveis. Também é importante diferenciar rendimento bruto de rendimento líquido.
Na hora de comparar investimentos, não escolha apenas pelo maior percentual do CDI. Avalie prazo, liquidez, tributação, cobertura do FGC, risco do emissor e seus objetivos financeiros. Para estimativas mais precisas, use simuladores oficiais, como a Calculadora do Cidadão do Banco Central.
Fontes consultadas: B3, Banco Central do Brasil e Bora Investir/B3.
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